terça-feira, 20 de outubro de 2009

Comentário

Para os que comentaram o meu agradecimento à Drª Vanda Nunes desejo que fique claro que a minha entrada para a Câmara Municipal não se deveu nem a razões partidárias sou militante do PSD nem familiares porque nem o meu pai nem a minha foram heróis da resistência anti fascista, nunca foram presos nem andaram fugidos mas alguns que o foram se quiseram andar calçados tiveram que pedir fiado ao meu pai.
Eu nunca precisei de engraxar ninguém para entrar para a Câmara porque quando entrei até estava a trabalhar na escola primária e tinha um contracto administrativo de provimento.
Antes de entrar para o quadro da Câmara fiz uma prova escrita feita e corrigida pelo CEFA e numa escala de 0 a 20 tive apenas 19.5 valores enganei-me a escrever o nome.
Prova também disso é que num concurso para telefonista para a Câmara disse frontalmente a um presidente à frente de todos os candidatos que ele estava a mentir.
Depois quando fui para assinar contrato o mesmo presidente quis colocar-me numa categoria profissional inferior à que eu tinha direito, pôs em causa o curso que ele próprio pagou com o dinheiro da Câmara, sim porque foi a Câmara que me pagou o curso porque eu não tinha dinheiro para isso, nunca me irei esquecer disso ao contrário de alguns que recebem benesses e ainda acham que estão mal, e depois disse-me que ou aceitava como ele queria ou não assinava o contracto e eu disse-lhe que não.
Ele ficou presidente e eu desempregado!
Tirei o meu curso há mais de 20 anos e por ter dito ao presidente que não apenas evolui na carreira de 2ª classe para primeira mas mesmo este pequeno avanço foi motivo de contestação.
Quando cheguei aos bombeiros vindo da biblioteca fiz questão de lhes dizer que a minha vinda para ali não era um prémio pelo bom trabalho que tinha desempenhado na biblioteca antes pelo contrário por aquilo que a Drª Vanda me disse na sala da Assembleia Municipal eu trabalhava pouco e mal e era o causador de todos os problemas existentes lá.
Depois de ouvir a Drª Vanda fiquei com a certeza de que a Câmara dispunha de motivos e testemunhos para me despedir com justa causa.
Mas como não tenho, nem tinha cadáveres no armário fiz questão de os informar dessas circunstâncias assim como informei numa dada altura um comandante de que o que fazia de bem e de mal estava escrito na fita do tempo.
A verdade liberta e eu quero ser livre!
Mas a Drª Vanda em vez de me despedir colocou-me nos bombeiros e eu estou-lhe muito agradecido por isso.
Mais vou ser sempre seu amigo mesmo depois de deixar de ser presidente, tive ocasião de lho dizer pessoalmente na Alpiagra no dia do seu aniversário.
Não lhe vou voltar as costas, não vou deixar de a cumprimentar, não lhe vou dizer coisas que tenha atravessadas na garganta, agora que já não manda, porque não as tenho porque sempre fui frontal com ela em todas as ocasiões mesmo quando discordava.
Comigo a Drª Vanda sempre soube com o que contava, não tinha surpresas, coisa que irá acontecer com alguns que se diziam amigos e lhe diziam ser muito inteligente mas enfim as boas e más acções ficam com quem as pratica.
Agora quanto ao voltar de novo para a biblioteca espero que isso nunca mais venha a acontecer para meu bem, dos outros e dos utilizadores.
Eu uma vez fui claro em relação ás outras pessoas que trabalham na biblioteca ao dizer-lhes frontalmente que não gostava nem confiava neles e nem eles gostavam nem confiavam em mim como todos se calaram era porque eu estava certo.
Na ultima quinta feira que trabalhei na biblioteca, assim que saí, decidi que seria a ultima vez que dali iria sair porque já não tornaria a entrar e tanto assim é que prefiro não ler um livro do que ter que o ir buscar à biblioteca de Alpiarça onde sou o leitor nº3 e onde por desprezo me chamaram de carregador a quando das mudanças das velhas para as novas instalações.
Como não tenho nada a esconder posso aqui escrever o que disse ao Carlos Jorge da CDU e à Drª Sónia Sanfona no dia anterior ao acto eleitoral que ia por uma velinha na sede de campanha do vencedor com um papel a dizer: não quero ir para a biblioteca e expliquei-lhes porquê.
Não o fiz não fui à sede da CDU colocar a vela e o papel porque estava com pressa para entrar ao serviço nos bombeiros, vinha de uma mesa de voto onde fui secretário, entrava das 20 ás 8 e já estava atrasado.
Aproveito aqui para agradecer ao bombeiro João Besouro por este ter feito as horas por mim no dia das eleições.
Se não fui claro sempre sabem onde me encontrar nos bombeiros ou em casa e todos sabem onde moro.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Referendo

Domingo, 12 de Fevereiro de 07, lá vamos nós para as assembleias de voto a fim exercermos o nosso dever cívico de votar no referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez.
Tema polémico, sem duvida, e que está a dividir a sociedade portuguesa e o caso não é para menos já que de vida humana se está a tratar.
Colocam-se de imediato várias questões para as quais não tem sido fácil encontrar resposta a saber:
1ª Quando começa a existir vida humana, e portanto constitucionalmente protegida, no momento em que o óvulo é fecundado pelo espermatozóide ou quando a mulher dá a luz na maternidade?
2ª Na parametrização das disposições constitucionais o que releva mais o direito à vida ou a liberdade da mulher em utilizar o seu corpo?
3ª Estamos ou não contra o aborto, ou estamos apenas contra os julgamentos de quem o pratica?
É que estarmos contra o aborto mas acabarmos com penalização de quem o pratica acabaremos, com este referendo e caso o sim vença, por criar jurisprudência à luz da qual quais outros crimes poderão ser condenados pela sua prática mas despenalizados no quadro jurídico aplicável.
4ª Estarão os portugueses preparados para tal despenalização e não se assistirá a uma vaga de abortos sem precedentes, por inconsciência de quem os pratica, e estará o sistema nacional de saúde preparado para dar resposta ao número de solicitações que possam surgir?
5º Como lidar com a objecção de consciência dos profissionais de saúde em relação a esta problemática serão eles levados a julgamento por incumprimento da legislação aprovada na sequência do referendo?
6ª Não teria sido melhor ter resolvido esta questão em sede da Assembleia da Republica e os dez milhões de euros que se prevêem gastar com este referendo serem utilizados para a educação sexual nas escolas, na planificação familiar e na educação parental?
Sim educação parental porque muitos portugueses não sabem ser pais que o diga a Esmeralda.
7ª Com a despenalização do aborto não estaremos de forma encapuçada a instituir na prática médica a eutanásia praticada não em quem quer morrer mas si para impedir que alguém nasça?
8ªestaremos a esquecer-nos que a legislação actualmente em vigor já possibilita a prática abortiva num determinado número de circunstâncias particularmente gravosas tanto para o feto como para a mãe?
9ª Não estaremos a ser induzidos no sentido do sim ou do não como sendo uma afirmação do nosso posicionamento no espectro politico portugês no caso vertente à esquerda ou à direita respectivamente?
Estas são algumas das questões que ainda fervilham na cabeça de muitos portugueses a poucos dias da votação levando muitos perante os argumentos de ordem cientifica, contraditórios entre si, das duas facções em confronto a equacionarem seriamente a abstenção ou a sua não comparência nas urnas.
Eu, no meu caso pessoal, lá estarei na minha assembleia de voto para cumprir o meu dever cívico de votar exercendo, aliás, um direito que a Constituição da Republica Portuguesa me confere esperando que todos os outros, adeptos do sim ou do não, o façam também.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Esmeralda

A pequena Esmeralda na ingenuidade dos seus 5 anos está, sem o saber, no epicentro de um furacão que pode modificar a maneira como a sociedade portuguesa encara determinados assuntos declarados como tabu.
Vejamos então o que aconteceu, de uma ligação entre um português e uma brasileira nasce uma menina que o pai não reconhece como sendo sua filha e a mãe que não tendo condições para a criar a dá para adopção, de papel passado, a um casal de portugueses que a tratam como sendo sua verdadeira filha e a quem a menina os reconhece como verdadeiros pais.
Pois muito bem o pai biológico passados 5 anos, e por insistência do tribunal, faz os necessários testes de ADN para determinar a paternidade, que a confirmou, para a seguir solicitar em tribunal o poder paternal sendo-lhe o mesmo concedido pelo colectivo do Tribunal de Torres Novas.
A família adoptiva recusa-se a entregar a menina e o homem, um sargento do exército, é condenado a 6 anos de cadeia pelo crime de rapto agravado, encontrando-se neste momento em apreciação no Supremo Tribunal de Justiça um pedido de habeas corpus para a sua libertação imediata.
As coisas vistas nesta perspectiva até parecem de fácil resolução, ou seja dá-se cumprimento á sentença do tribunal colocando as diferentes policias na busca da menina, que se encontra em parte incerta, e uma vez encontrado o seu paradeiro faz-se a sua devolução ao pai biológico.
Mas esta questão não é assim tão linear porque a Esmeralda, tratemo-la pelo nome pelo seu nome, não é um biblo que se compra numa qualquer loja dos chineses, é uma criança com sentimentos, duvidas e medos e para quem os seus pais sempre foram aquele homem e aquela mulher.
Mudar-lhe agora os valores de referência familiares de forma brusca, nesta altura da sua vida, só lhe trariam traumas que a acompanhariam para o resto da vida.
Levanta-se aqui também, e desde logo, outro problema que é o de saber-se quem realmente é o pai se aquele que, como diz Moita Flores, “deu um espermatozóide dos muitos milhões que produz”, ou o outro que durante 5 anos e de maneira denodada, na companhia da sua esposa acompanhou o seu crescimento acompanhando as suas alegrias mas também as suas tristezas, as noites mal dormidas por causa do nascimento dos primeiros dentes, o dar aquele colo tão precioso para as crianças e que lhes faz sentir como que o voltar ao ventre materno.
Este aspecto remete-nos para outro que é a forma como os juízes administram a justiça em Portugal, e se é certo que, por um lado, os magistrados não podem administrar a justiça de acordo com o mediatismo e as paixões de que determinados processos se revestem, como afirmou o historiador e politico José Pacheco Pereira na sua conferencia proferida na Casa dos Patudos e subordinada ao tema Dilemas para o Século XXI, também não é menos certo que administram essa mesma justiça em nome do povo e que também eles próprios são homens e mulheres sujeitos ás mais diversas emoções e não máquinas lógicas de interpretação de códigos, feitos por humanos, colocadas em pedestais afastadas do contacto do comum dos mortais.
Os magistrados devem entender que por vezes o povo comum, apesar da sua ignorância legisferante, deve ser ouvido até porque as leis foram feitas para regular e possibilitar a vida em sociedade desse mesmo povo e essas leis devem acautelar, e acautelam, o bem estar da Esmeralda bastando neste caso apenas cumpri-las.
Foi aplicada ao pai da Esmeralda antes da sentença, 6 anos de cadeia, a medida de coação mais grave prevista no Código Penal que é a de prisão preventiva e que deve ser encarada como excepção e não como regra.
Esta medida apenas se aplica quando se verificam as seguintes circunstâncias:

1º Perigo de fuga

2º Perigo de acção continuada da actividade criminosa

3º Perigo de agitação social em caso de libertação

4º Perigo de destruição de meios de prova conducentes a descoberta da verdade

Analisados os pressupostos anteriormente mencionados que cada um reflicta da justeza da medida aplicada.
Se o sargento foi condenado pelo rapto da sua filha, porque a Esmeralda é sua filha não tenhamos duvidas, que pena deveria ser aplicada ao oportunista do dador de espermatozóides?
Diz-se em Portugal que a justiça é cega, pois que neste caso seja pelo menos ambliupe.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

A Meu Ver

Não restam quaisquer dúvidas de que um tema está a agitar a sociedade portuguesa.
É a questão do referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, sobre este tema muito se escreveu e ainda se irá escrever até ao dia 11 de Fevereiro altura em que os portugueses dirão de sua justiça nas urnas.
Este problema já não é novo na sociedade portuguesa basta lembrar que já Álvaro Cunhal se debruçou sobre esta problemática na sua tese de doutoramento, e que depois do 25 de Abril se tornou um tema recorrente dos partidos de esquerda, tomando então um cariz eminentemente político.
Estes apontavam como solução para a chaga social que era o aborto clandestino a sua despenalização dentro de certos condicionalismos e prazos.
Como é habitual nestas circunstâncias duas posições entram em confronto dirimindo argumentos em favor da opção de voto que tomaram.
Sobre esta questão escreve José Luís Ramos Pinheiro, no Correio da Manhã de 23/01/07, no seu artigo de opinião intitulado Individualismo Radical “a eventual prisão de mulheres tem sido o argumento para a defesa da despenalização do aborto…mas a história dos processos judiciais em Portugal demonstra que os casos levados a tribunal se referiam a gravidezes não com dez, mas, pelo menos, com 30 semanas de gestação…desvalorizar a vida até às dez semanas de gestação é enterrar a cabeça na areia perante as evidências que a ciência felizmente nos permite… e que o verdadeiro objectivo deste referendo é adoptar o aborto como meio de contracepção: opção mais fácil e cómoda, típica de sociedades de consumo entregues ao mais puro individualismo”.
Quer dizer este autor que afinal as mulheres que foram presentes a tribunal em nada beneficiariam com a vitória do sim neste referendo já que abortariam depois das dez semanas e portanto voltariam a recorrer ao aborto clandestino por não o poderem fazer de outra forma.
Por outro lado reconhece-se que existe vida logo após a fecundação do óvulo e que essa vida tem direitos, constitucionalmente protegidos, e que não pode ser destruída por mero capricho de uma mulher com o argumento de ser dona do seu corpo.
O advogado João Marques dos Santos no seu artigo de opinião, O Calcanhar de Aquiles, e sob o título Sexo e Mentiras, publicado no Correio da Manhã de 19/01/07, desloca a questão a questão do aborto para a esfera de influência dos partidos políticos escrevendo “ O PS e os partidos de esquerda já deixaram cair a mascar. Confessam que a derrota do “sim” será a derrota dos seus próprios partidos…nesta frágil campanha é proibido falar de educação, de apoio sério à maternidade, de esclarecimento sobre a efectividade de muitos métodos contraceptivos e de planeamento familiar” por outras palavras o que importa é a vitória da bandeira politica dos partidos de esquerda, que já remonta aos tempos da tese de doutoramento de Cunhal, e não os direitos do feto nem das mulheres que não querendo abortar poderão sofrer maior pressão por parte dos parceiros, quando tentam esconder as facadazinhas no seu casamento, e que não querem assumir as consequências dos seus actos encarando-as como algo descartável.
Contra estas opiniões argumentam os defensores do sim que a mulher deve poder dispor livremente do seu corpo, que a despenalização do aborto não obriga ninguém a abortar somente evita julgamentos vergonhosos indignos para o nosso país no século 21 e que assim se combate o aborto clandestino, pois cá para mim devia-se, à semelhança de outro redactor deste blogue, aproveitar a ocasião para despenalizar também a venda e consumo de drogas para evitar a verdadeira chaga social que é vermos os viciados a injectarem-se em qualquer recanto obscuro, partilhando seringas e dependendo em absoluto dos traficantes sendo levados em situação de desespero ao roubo, à mendicidade e ao assassinato.
Devo referir que a favor desta despenalização se manifestou António Almeida Santos dirigente nacional do Partido Socialista e antigo Presidente da Assembleia da Republica.
Mas os apoiantes do “sim” até nem precisam de se preocupar com o resultado deste referendo porque se o “não” ganhar ele será repetido tantas vezes quantas as necessárias até que o “sim” vença, e então entremos na modernidade da maternidade europeia.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

O Almoço

Hoje fiz uma coisa que não faço habitualmente, almocei.
Não me vou debruçar sobre as causas pelas quais não costumo almoçar, mas para dizer que o fiz na casa do meu amigo Ricardo Vaz.
Tive o prazer de receber o seu amável convite para me deslocar à sua casa onde comi uma carne assada sopimpa.
Depois fomos beber um café e voltei ao meu trabalho no Posto de Turismo de Alpiarça.
Mas depois pelo caminho comecei a pensar como cheguei eu a esta situação de para poder almoçar quase precisar estender a mão à caridade dos amigos porque senão o meu dinheiro não chega ao fim do mês.
Que tristeza de vida, se é que se pode chamar a isto vida, e logo eu que encho a boca de uma vida com princípios que agora não tenho.
Como dizia alguém “vale mais a morte de que tal sorte” e “vale mais morrer de cabeça levantada do que viver toda a vida de espinha curvada” e tendo em atenção estes princípios eu apenas já vegeto num mundo que por mais que tente já não me dá mais nada do que desilusão e frustração, onde eu depois de tanto lutar já baixei os braços.
Amigo Ricardo nunca me tomes por ingrato, porque não o sou, até te estou muito reconhecido por teres lembrado de mim mas deixa-me dizer-te, com a sinceridade que deve existir entre os verdadeiros amigos, este almoço estava muito saboroso, a companhia fabulosa mas depois não pude de deixar de me sentir mal porque pelo caminho que as coisas levam nem dentro de 500 anos eu vou poder retribuir, como aliás gostaria, este almoço.
Não sei mais que te dizer a não ser um bem-haja.

domingo, 7 de janeiro de 2007

Resposta a Post

Para o anónimo da assinatura ilegível:
Afirma no inicio do seu comentário “depois de um comentário que li do Chico noutro local deste blog, dizendo que não teria nada a ver com o molho de grelos” pensei muito se deveria fazer este texto para resposta, mas depois de muita hesitação cheguei que não ficava bem comigo próprio se o não fizesse.
De facto escrevi a frase acima citada mas ela tem de ser compreendida no contexto, pelo menos mental, em que foi escrita, contexto esse que de seguida passo a explicar:
1º O meu primeiro contacto com os blogues teve uma carga negativa com a minha identificação com um articulista do blogue Rotundas & Encruzilhadas de pseudónimo Gandalf.
2º A situação ficou descontrolada quando o/a Gandalf se referiu no seu blogue Liberdade á problemática da pretensa consulta de sites pedófilos/pornográficos através dos computadores da autarquia e que teve como corolário o despedimento do funcionário da autarquia Ricardo Vaz e um seu colega, que também se incompatibilizara com o Ricardo Vaz, também informático começou a jurar a pés juntos que eu Francisco Cristóvão era o Gandalf.
3º Que fique bem claro que sobre a pretensa consulta dos sites pedófilos/pornográficos nos computadores da autarquia apenas sei aquilo de que os órgãos se fizeram eco, e mais não tinha de saber, encarando sempre com a necessária reserva as informações dos media porque, infelizmente para os bons profissionais, também existem os maus que fazem tábua rasa das normas deontológicas da profissão sendo por isso indignos de usar a respectiva carteira profissional.
4ºQue fique bem claro, igualmente, que sobre as incompatibilidades pessoais entre o Ricardo Vaz e o seu colega também informático a minha opinião é, que me perdoem os dois,” eles são brancos que se entendam”, até porque estou a falar de dois funcionários com um longo período de serviço na autarquia e com classificações de desempenho no serviço que consecutivamente obtiveram os colocam na elite, para já não falar no supra-sumo, do funcionalismo publico tanto a nível das administrações centrais, regionais e locais em geral e da Câmara Municipal de Alpiarça em particular.
Espero que o anónimo da assinatura ilegível tenha percebido o porquê daquela minha frase e da minha ligeira fobia aos blogues.
Escreve seguidamente “escrevas o que escreveres tenho a certeza, que no teu coração não haverá ódio, rancor ou desejo de vingança” tem razão na analise que faz sobre o meu carácter mas deixe-me dizer-lhe que outros com o meu percurso laboral, só âmbito da Câmara Municipal de Alpiarça, seriam os mais rancorosos e vingativos da nossa terra e passo a explicar:
1º Os meus pais eram pobres ele sapateiro e ela domestica, eram pobres mas dignos, ao contrário de alguns ditos ricos de Alpiarça.
2º Como pobres que eram não frequentavam a alta sociedade de Alpiarça, tanto a do antes do 25 de Abril como aquela que se formou após aquela data, não tendo qualquer influência no evoluir da vida social da nossa terra.
3º Com a chegada da revolução dos cravos, tinha eu então perto de 15 anos, pensei que tinha chegado a liberdade de expressão de opinião como estava enganado, mas o que se poderia esperar de um adolescente da minha idade?
4º Quando acabei os estudos que a minha querida mãe já viúva, com grande sacrifício, me conseguiu dar surgiu a oportunidade de ir tirar o curso de técnico bibliotecas em Lisboa.
Esta oportunidade foi-me dada pela Cristina Sardinheiro, na altura vereadora da cultura, e o curso foi pago pela Câmara Municipal de Alpiarça porque se assim não fosse não o poderia tirar.
5º O problema foi para começar a trabalhar, primeiro não havia espaço para trabalhar e depois quando surgiu um espaço foi-me oferecida uma categoria profissional diferente daquela a que tinha direito com o Presidente da Câmara da altura a por em causa a validade do curso que ele próprio tinha pago.
Recusei e fiquei sem emprego mas com a minha consciência tranquila.
6º Depois de várias situações caricatas de que se valia a câmara municipal para me dar trabalho temporariamente, não posso deixar de lembrar aquela em que fui contratado como deficiente.
Não posso esquecer o papel que teve neste processo a Dr.ª Aida técnica do Centro de Emprego de Santarém, porque estando eu sem emprego conseguiu que eu fosse trabalhar para a biblioteca em vez de ser coveiro no cemitério de Alpiarça.
7º Como filho e neto de gente pobre nunca tive nem tenho familiares meus em cargos decisores na autarquia, e tal como na altura dos meus 15 anos ainda penso que o 25 de Abril de 1974 trouxe a liberdade de expressão de pensamento, tenho sou um alvo fácil de abater muitas vezes bastando dizer depreciativamente como o Gandalf ouviu “ esse gajo é doido” para que eu em 99.99% dos assuntos não tenha razão e nos outros não me perguntarem opinião.
Ninguém sabe como essa frase me afecta pois ficam agora a saber.
Também é muito utilizado o argumento de conflituoso e incapaz de trabalhar em equipa.
Eu sei que este texto já vai longo mas precisava de ser feito para, por um lado poder demonstrar ao anónimo da assinatura inteligível que não sendo rancoroso e vingativo tinha boas razões para o ser, e por outro lado ser uma espécie de exorcismo dos demónios que me atormentam todas as noites durante o sono.
Termino com um pouco de imodéstia, perdoe-me por isso, mas julgo que tenho capacidades para ter funções caracterizadas pela responsabilidade e até pelo sigilo, basta darem-me o beneficio da duvida que não os desapontarei.

sábado, 6 de janeiro de 2007

Surpresa

Meus caros amigos este deveria ter sido o meu primeiro post no meu primeiro blog e também no Rotundas mas tal não aconteceu.
Mas como na vida tudo tem remédio menos a morte penso que ainda estou a tempo.
A vida de um homem é feita de bons e maus momentos e feito o cômputo dos dois é que pode saber se a pessoa encontrou a felicidade.
Bom para lá desses maus e bons momentos acontecem também as surpresas e foi uma surpresa para mim receber o convite do moderador, penso que se chama assim, do Rotundas para escrever no blog.
Para mim este convite deixa transparecer que o moderador não me conhece suficientemente bem, porque se me conhecesse saberia que a minha escrita não tem o mínimo de qualidade para integrar o corpo de redactores de espaço da Internet tão largamente consultado em tanto Alpiarça como fora.
Eu aceitei o convite com a certeza de que as minhas humildes palavras é que sairão dignificadas pelo blog e não o contrário como deveria ser, ou pelo menos o efeito deveria ser recíproco.
Vou tentar publicar este pequeno texto nos dois blogs, mas durante algum tempo irei reflectir no que tem sido a minha vida até ao presente, colocando por escrito por exemplo as saudades que sinto dos meus queridos pais e amigos que já partiram e junto dos quais eu já deveria estar também.
Esta reflexão não deve interessar em nada para o desenvolvimento de Alpiarça nem para o bem-estar dos Alpiarcenses, e poderia até tornar-se fastidiosa, vou publica-la no Doido.
Grato pelo espaço concedido e pelo tempo perdido na leitura destas palavras.